Bali virou sinônimo de fila e preço alto. O Sri Lanka tem a mesma combinação de praia, cultura e espiritualidade, mas ainda sem a multidão. Foi isso que vi se repetir ao visitar feiras de turismo este ano, e é por isso que é uma grande aposta para nós.

Sri Lanka é o novo Bali: o que eu vejo como tendência

Querido viajante,

Meu trabalho na Raidho é selecionar fornecedores, hotéis e experiências, o que me leva a feiras e eventos de turismo pelo mundo o ano inteiro. E quando o mesmo destino começa a aparecer, repetidas vezes, nas conversas de operadores de países diferentes, isso não é acaso. Neste ano, esse destino foi o Sri Lanka.

Por que estou dizendo isso agora

O Sri Lanka teve um dos crescimentos mais expressivos do turismo asiático no início de 2026: mais de 900 mil visitantes entre janeiro e maio, um salto de cerca de 12,5% em relação ao ano anterior. Índia, Reino Unido, Rússia, Alemanha e China lideram a lista de países que mais enviam viajantes para lá.
Mas o dado que mais me chamou atenção não foi o volume, foi a comparação que os próprios viajantes britânicos vêm fazendo: Sri Lanka está sendo colocado lado a lado com Bali, Maldivas e Tailândia. É o tipo de comparação que só acontece quando um destino começa a virar alternativa real a outro que já está saturado.

O que o Sri Lanka tem de Bali — sem ser Bali


A comparação com Bali não é por acaso: praia, natureza exuberante, templos, espiritualidade budista, gente hospitaleira.
É a mesma combinação que fez de Bali o destino mais desejado do mundo — só que o Sri Lanka ainda não pagou o preço dessa fama. Você ainda encontra praia vazia, trilha sem fila e templo sem tumulto.

É exatamente o ponto em que Bali estava há 15 ou 20 anos, antes de virar sinônimo de aglomeração e preço inflado. O Sri Lanka está nesse mesmo momento agora, só que com toda a infraestrutura turística já madura para receber bem quem chega.

O que o Sri Lanka tem de Bali — sem ser Bali
Pescadores locais

O que o cliente pode descobrir lá

Em poucos dias de viagem é possível visitar as plantações de chá verde das colinas de Nuwara Eliya, explorar a fortaleza histórica de Sigiriya, observar leopardos em safári no Parque Nacional de Yala e descansar em praias quase desertas no sul da ilha. Tudo isso com templos budistas e a espiritualidade presente em cada parada.

Um alerta que trago justamente por acompanhar o setor de perto: o próprio roteiro turístico do Sri Lanka já mostra sinais de concentração em pontos como Sigiriya e Yala, com filas crescendo nos horários de pico.
O plano nacional de turismo do país para 2026–2030 já aponta para isso, priorizando turismo de base comunitária e regiões ainda pouco exploradas. Ou seja: o destino como um todo ainda é autêntico, mas alguns pontos famosos começam a repetir o erro que tirou a graça de Bali.
Vale ir com um roteiro que também passe pelo que ainda está fora do óbvio.

O que o cliente pode descobrir lá
Nuwara Eliya

Por que o timing é agora

Não é sorte, é leitura de mercado: o Sri Lanka está com aeroportos e hotéis se expandindo, chegando a números recordes de visitantes, mas sem ter perdido a essência que atrai quem busca autenticidade.
Essa janela, infraestrutura pronta, procura em alta, mas sem a saturação de Bali não fica aberta pra sempre.
É esse tipo de sinal que eu levo em conta quando seleciono os próximos fornecedores e roteiros para a Raidho: não o destino que já está na moda, mas o que está prestes a ficar.

Por que o timing é agora
Orfanato de Elefantes de Pinnawala

Conclusão

Bali continua lindo. Mas se você quer viver hoje o que Bali era antes de virar destino de cartão-postal lotado, o Sri Lanka é a aposta certa e é por isso que estamos priorizando esse destino nos próximos roteiros da Raidho.

Fale com a gente e vamos desenhar sua viagem antes que o resto do mundo descubra o que eu já vi nas feiras deste ano.
Com carinho,
Michelle Nedelciu
Diretora da Raidho Viagens